inofensivo, inútil, neutro e parado,
Vivo porém, sem vida aparente,
Eterno porque o fazemos eterno,
faz de nós qualquer ser vivente.
Infeliz de nós com sentimentos,
Amante, amado , dormentes,
teimosos e tomados por sangue ardentes,
inúteis e vazio, por nos mantermos isentos.
O infeliz crucificado impiedosamente,
usando o feliz como maneira,
curioso pergunta alguém duvidosamente, qual ser sou eu vida grosseira?!
Diz,
Que faço, e quem sou, feliz ou infeliz?
Março de 1981
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