Entidade de saia curta...


Eu havia me recusado a escrever sobre este assunto, já que a mídia nos cansou com as inúmeras reportagens sensacionalistas sobre o caso. Também não queria ser mais um a tratar este caso como extraordinário, uma vez que entendo ser bastante simples e descomplicado.

Ora... Comentar, criticar, censurar, julgar e condenar alguém apenas pelo comprimento da saia que esteja usando ou, simplesmente por achar que esta não tem a medida ideal, é o cúmulo dos absurdos.

Assim sendo, vou deixar de lado a estudante Geysi já exposta o suficiente e vou dar a minha opinião somente sobre a Faculdade e sua forma de deseducar, uma vez que nada temos a ver com as vestes da menina, mas temos sim muito a ver com as nossas entidades de ensino.

Neste caso específico, os alunos desta faculdade tiveram uma atitude suficientemente capaz de uma avaliação condizente com os resultados antecipados de um exame do ENEM, resultados estes, que reprova com a nota mínima a qualidade de ensino desta Universidade. A nota ZERO que lhes cabem, há de se deixar bem claro que não será apenas pela falta de segurança demonstrada no momento de conter os abusos dos “abusados” alunos, mas também e principalmente por não conseguir incutir nestes a gravidade do preconceito e do julgamento de valores e, por manter Reitor e admitir professores sem os devidos cuidados de selecioná-los levando em consideração o tamanho de suas cabeças pensantes, que quando entrevistados demonstraram não terem o alcance compatível com o comprimento da saia em questão.

Esta mentalidade capaz de gerar toda esta confusão, expõe de maneira clara toda a sujeira e imoralidade de uma instituição que tem como dever e obrigação, ensinar e educar nossos jovens e não, pregar o “falso moralismo” o qual dispensamos.

O que espero disso tudo é que a repercussão exagerada deste caso, contribua para exigir da sociedade e responsáveis, uma reflexão sobre a proliferação das entidades de ensino intituladas de UNIVERSIDADES, mas que infelizmente nada mais é que empresas com fins (bem) lucrativos assim como um super mercado ou uma fabrica de tijolos qualquer.

Vivemos num mundo capitalista e como tal, a perda de capital acaba por ser a maior punição a quem quer que seja, principalmente aqueles que fazem parte do sistema, sendo assim, vou torcer para que esta instituição falida no seu dever de ensinar, seja penalizada com muito dinheiro de indenização a menina vítima maior deste episódio, e a perda justa e compreensiva de alunos nas próximas matriculas, e ainda, que o ministério da educação faça a sua parte e intervenha neste escândalo público provocado por quem existe e sobrevive sob as regras deste órgão.

Minha nota para esta instituição de ensino é infinitamente menor que a saia curta da aluna.

Comentários

  1. Olá.
    Excelente texto!!! Não vi nenhuma emissora de tv, ou jornal impresso, falar com seriedade sobre esse assunto.
    A hipocrisia social reina, o preconceito velado também, mas de vez em quando ele escapa de debaixo do tapete e cheira mal.
    O país do carnaval, da cachaça, das mulheres de fio dental do RJ, o Brasil do funk, da prostituição infantil, o país de destaque na pedofilia, quer dar liçao de moral na saia da garota, era só o que faltava.
    O pais que a globeleza samba e mostra a bunda na cara dos telespectadores...(mas é na globo né?Lá pode...) é esse o pais que expulsa a universitária pobre.
    Adorei o texto, ja divulguei também, escreva sempre!!!
    Ivy

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