Jornalismo Perigoso

Ultimamente tenho tido a oportunidade de conversar constantemente com minha querida sobrinha, ela cursa o último ano de jornalismo, (acessem seu blog, www.ivygarcia.wordpress.com), essas conversas tem me despertado para uma maior observação critica aos muitos telejornais que assistimos diariamente. Sempre fui questionador da forma como nossos meios de informação agem, seja no jornalismo escrito, falado, e principalmente televisado. Segundo me diz esta sobrinha futura jornalista os ensinamentos que eles alunos recebem é bastante diferente do praticado pelos mais consagrados e conhecidos repórteres de telejornais exibidos, pois o que lemos e assistimos todos os dias é uma informação tendenciosa, formadora de opinião e cúmplice nos casos e resultados que lhes convém.
Em minha área de atuação já conhecia muito das poucas capacidades dos jornalistas em informar corretamente os fatos sobre tudo, a pouca capacidade e em alguns casos nenhuma, destes como comentaristas esportivos nos análises de jogos e jogadores. Como se não bastasse, a ética profissional passa longe quando estes por interesses próprios elegem um determinado jogador para promovê-lo ou então destruí-lo. Lamentavelmente, em todos os temas de interesse público temos visto verdadeiras aberrações de manipulação da informação e algumas delas até com consequências bastante graves, vistas e entendidas por poucos, escondidas sob uma cobertura sensacionalista que cegam a maioria dos telespectadores, e vitimas e réus por sua vez não se apercebem disso.
Ontem, por mero acaso assistia a uma reportagem sobre um onibus circulando numa velocidade inadequada, carregando sem que o motorista percebesse um menino agarrado à sua traseira. A viatura dos repórteres acompanhava o coletivo bem de perto com suas potentes câmeras e seus repórteres ligados no fato até que minutos depois o menino resolveu aproveitar um abrandamento de velocidade e saltou do onibus. Neste caso específico ficou bem claro pra mim, a preocupação única em relatar o fato, e em nenhum momento existiu por parte do carro de reportagem uma atitude sensata em alertar o menino ou, o motorista desavisado do onibus sobre o perigo eminente. Ainda no decorrer da narração sempre referiam ao fato do desconhecimento do motorista, e da falta de colaboração dos demais motoristas dos carros que os ultrapassavam sem alertar o condutor do onibus. Este episódio ainda por sorte acabou bem, mas me fez lembrar com muita tristeza o caso tão repercutido da menina ELOÁ, onde o namorado executor do assassinato foi devidamente apoiado pela incompetência da polícia e os interesses da imprensa. Talvez, a falta de capacidade dos policiais envolvidos esteja ligada direto aos interesses jornalísticos por razões que todos nós sabemos quais, mas nada podemos fazer, a não ser repudiar.
Nestes últimos dias, temos assistido ao massacre impiedoso da rede Globo sobre a Igreja Universal do Bispo Macedo, consequentemente também e principalmente sobre a Rede Record sua maior concorrente. Não é nenhuma novidade no Brasil o grande comércio que virou os cultos religiosos, como também entendemos haver irregularidades no uso do dinheiro doado pelos fiéis não só na Igreja Universal, mas na maioria delas, embora reconhecessem um crescimento anormal nesta seita em questão, e no patrimônio por elas adquirido. O que me assusta neste caso específico, é a ganância da Globo na tentativa da desmoralização da seita em si, e o julgamento e condenação do Bispo e de seus "colaboradores" direto.
Na política, esta tendência em formar opinião e em tomar partido, fica ainda mais evidente nos "Jornais Nacionais" de horários nobres e privilegiados, que juntamente com as novelas, fazem os horários dos eventos esportivos se condicionarem aos seus interesses.
Lamentavelmente, a Rede Globo do Fantástico e Galvão Bueno se confundem com Datenas, Ratinhos, Geraldos e outros os quais não sei os nomes, mas que igualmente fazem da notícia um instrumento contra a liberdade de opinião na tentativa de alienar seus milhares de telespectadores e fazem ainda dos seus argumentos carregados de "escorregões" na gramática um verdadeiro atentado a cultura.
Estes tais homens das notícias nos deixam em dúvida sobre a nova lei que acaba com a necessidade do diploma de jornalismo para poder exercer a profissão, pois muito mais importante que exigir ou não o diploma, há sim necessidade de exigir responsabilidade, ética, humildade, coerência, sabedoria e principalmente, competência...

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