A rainha e a passarela...

Quando o assunto é você, há palavras e coisas que perdem o sentido, tornam-se exemplos que não servem de exemplos, simples que se complicam, e complicações que se simplificam.
Quando se trata de você nada é nunca e nunca é não, vamos e voltamos sem ao menos termos saído e ficamos e nos encontramos onde sempre estivemos.
Quando falo de você perco até a voz, penso em você esquecendo quem sou, como se perdesse o juízo encontrando lúcidez nos meus atos e me embaraço nos nós que desato frequentemente um pouco a cada dia, mas sem nunca safar-me de fato.
Quando você não está nunca sai da memória, entra sempre na história de quem esqueceu de esquecê-la sem lembrar que ao perdê-la encontro a paz na guerra que travo ao servir- te.
Ao ver que não enxergo nada do muito que tenho, te quero quando a desdenho e afasto-me perigosamente do limite onde inicia o triste fim.
Esta minha euforia que estes "ÉSSES"(SS) me faz, sossegam-me quando nunca me acalmo ao contorná-los, e me levam de "A a Z" quando nem ao menos sei ler o que está tão claro, ilegível está!
Neste quarto sem janela, olho pra ela e a noto esconder-se, aparecendo misteriosamente nos meus sonhos das noites sem dormir, brincando a sério sem razão de ser. Sou súdito deste teu reinado já com a república proclamada apesar de coroa-la mesmo quando perde a cabeça e despreza-me tentando proteger-me do perigo que traz contigo sem ao menos ferir-me, mas sem poupar minhas muitas feridas.
Esta pequena grande mulher que indiferente a minha presença, torna-me ausente da sua agenda pra hoje , que ontem já foi amanhã. Atrai-me como um imã distanciando-se pela passarela preto e branco, colorindo o xadrez a qual circulam eles e elas que identifico sem conhecê-las. Na verdade, até tuas mentiras que acredito não me enganar soam carinhosamente numa agreção sofredora mas gentil, onde seus carinhos me maltratam e o seu mal faz-me bem qdo sei que nem sei o que se passa a minha beira, e assim vagueio direto pro meu canto no centro do universo tão pequeno do meu mundo cheio de solidão. (nunca fui, e agora sou fiel ao trair meus princípios sem me importar com os meios pra atingir o fim.) A noite quando falamos do dia, fazemos nossas promessas vazias, as quais enchem de esperança e logo desmotiva sabendo que não sabemos a verdadeira realidade do impossível tornar-se possível.
Dos motivos escolhidos sou o maior sempre desprezado porém, sempre acolhido, neste teu modo incômodo de acomodar quem nunca deixa de gostar de ti. Adoro te exibir quando apetece-me esconde-la, te enfeitar pra mostrar tua beleza mesmo feio parecendo, sou testemunha ocular do mistério a ocultar nesta conjuntura feito de postas como parte de um único corpo, que mesmo parado faz andar os olhares atentos e perderem-se ao longe por estar perto de ti.
"SOU TEU FÃ
Quando se faz de ignorante, sabe ensinar que aprender nunca é de mais, esquece de lembrar dos dias sem parar que larguei tudo pra te segurar fazendo o coração acelerar sem parar, expondo tudo aquilo que escondo dos outros mas, ofereço a ti mesmo sem nunca dar a quem não quer receber mas está sempre a roubar beijos sem beijar, amor sem amar, e razão sem a noção do sei lá o que, cadê, onde estás?!
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